Oi, estou te vendo!

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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

É possível amar, estar com alguém e mesmo assim ser livre!

Não sei quem você é e nem o que você faz da vida, mas sei que você pode estar namorando como também pode não estar, sei que nasceu da sua mãe e que supostamente pode ter irmãos ou ser filho único. Sei também que você tem dois olhos, um nariz e uma boca (bom, eu espero, pelo menos). E sei que se está lendo isso é porque está entediado no trabalho e em casa ou porque simplesmente é curioso!


Hoje vou tratar, ou melhor, vou falar sobre algo que intriga casais que se sentem sufocados e não entendem porque alguns acontecimentos ocorrem, não entendem tais razões...
Estar ao lado de alguém é estar vivendo a vida desse alguém, é o momento no qual abrimos mão da nossa solidão e do nosso mundo individualista e passamos a dividir nossa própria história com outra pessoa. É quando começamos a passar pela transição de não depender de nada e ninguém para começar a precisar de alguém.


Quando vivemos uma vida para nós mesmos automaticamente esquecemos das coisas que nos afligem, não nos preocupamos com nada além do que irá nos auto prejudicar ou magoar. E é quando conhecemos aquele alguém, que nos tira a paz, o sossego, nossas noites de sono, nossa fome e nosso juízo, que percebemos o quão invulnerável somos. E o quanto precisamos de alguém conosco.
Mas, antes que você pense que o mundo gira em torno de alguém, vamos com calma... Ok, precisamos de alguém conosco, nem todo mundo, que isso fique claro, existem pessoas que são felizes sozinhas, que se auto completam, então nada de generalizar. Porém, há outras pessoas que necessitam de uma companhia, de um parceiro ou parceira para amar, para ser seu melhor amigo (a), para estar ali com você em tudo. No entanto, necessitar de alguém do nosso lado não significa que você precisa viver ela, a vida dela.
É possível nos tempos de hoje, que dentro de um relacionamento exista uma tal liberdade, um desapego. E não me refiro a liberdade de sair pegando outros, não, estou me referindo a liberdade de possuir confiança, no qual o casal pode viver para o namoro e pode ter uma vida que não o sufoque, que não o prenda e nem o deixe a ponto de explodir. Pareço até uma solteira louca falando isso, mas graças aos céus, não é isso.


Devemos sim partilhar de um romance, viver aventuras, construir uma história e um laço com o amor que temos e que outros ainda irão encontrar. Porém, é necessário que você tenha amigos, família, que você estude, trabalhe, faça sua academia ou sua dança, que você leia seu livro ou veja uma série, que você tenha seu próprio celular com a sua senha se for preciso. É quase que algo obrigatório que você fique sozinho as vezes e ouça uma música que te deixe na depressão, no seu mundo, afinal, você ainda é você e tem o direito de ter seus momentos sem aquele alguém. Porque amar é isso!
Amar é você estar ao lado da pessoa que se ama, fazer tudo por ela, mas não esquecer que você também precisa se amar e ter seu tempo, é aceitar que o outro precisa disso também e respeitar. Não é egoísmo, é dar espaço para você e para quem está com você, porque quando se há “espaço”, há confiança, respeito, saudade e tolerância, e mesmo que pareça bobo é saudável e constrói uma união maior para o casal. Porque quanto menos pressão, menos cobranças e desconfianças, e mais tempo você terá de aproveitar seu relacionamento e sua vida pessoal. Ame seu parceiro ou parceira e se ame também, é fundamental.            

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